Enriquecendo a experiência dos visitantes com LBS

INTRODUÇÃO

Desde a sua introdução no mercado, os telefones celulares que contam com a tecnologia Bluetooth estão cada vez mais se aproximando das funcionalides de computadores conectados à Internet, porém com um recurso extra muito interessante: a capacidade de Localização. O serviços LBS, do inglês Location Based Systems ou Sistemas Baseados em Localização, começam a surgir no mercado e este artigo descreve um serviço usando uma rede bluetooth para trazer valor aos visitantes de um museu ou de uma grande festa, por exemplo.

VALOR PARA OS VISITANTES

Quem visita um museu, shopping, exposição ou qualquer outro grande evento pode, as vezes, se sentir perdido -- "onde estou? onde estarão meus amigos e colegas?" Outras vezes há o desejo de se saber mais informações sobre, por exemplo, uma determinada obra de arte ou uma tenda onde estão tocando músicas interessantes -- e saber mais sobre algo, hoje em dia, não é simplesmente ler um panfleto ou uma placa com resumidas inscrições: saber mais hoje em dia significa poder assistir a vídeos sobre o assunto, poder visualizar outras obras e artistas similares, incluindo músicas, filmes e qualquer tipo de conteúdo digitalizavel.

É fácil imaginar que quando a tecnologia móvel for parte indispensável de nossas vidas não haverá mais sentido em ir a uma grande festa sem seu celular. Saber onde estão os amigos, poder baixar músicas para o aparelho, poder assistir a vídeos, filmes, comerciais, ver fotos, ler pequenas notas e saber como comprar (provavelmente pelo próprio aparelho) qualquer coisa à sua volta ao toque de um botão parecem ser serviços práticos de mais para podermos nos dar ao luxo de não os utilizarmos. Quando aliamos esses serviços instantâneos à possibilidade de consultarmos as mesmas informações depois de termos ido pra casa, é como "levar um pouco do evento no seu bolso" -- e é tão interessante que iremos querer que nossos amigos também tenham isso.

A TECNOLOGIA

Mas o que falta para chegarmos lá? Tempo. Só tempo. A tecnologia? Já existe.

Já temos nos dias de hoje como identificar e localizar um indivíduo em um estabelecimento com precisão de 1 metro. Não estou falando de GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global) -- GPS é uma tecnologia fantástica e muitos telefones estão começando a aderir a este padrão, mas além dela ter precisão entre 5 e 20 metros, é inútil para locais cobertos. Estamos falando sim de Bluetooth, aliado ao gerenciamento das informações feito pelo Blift Zone.

Usando simples leis geométricas (as famosas fórmulas de retas, triangulos, quadrados... polígonos em geral) conseguimos identificar quem e onde cada um está. Com um software integrado à rede, instalado nos telefones celulares de cada um, podemos interagir com a rede Bluetooth (gratuitamente) e saber mais informações sobre o que está à nossa volta -- mais: depois que vamos embora levamos conosco a possibilidade de continuar acessando essas informações, dessa vez pela Internet dos celulares. Estamos falando, novamente, de tecnologia já existente: O Portal Móvel, que inclusive permite que enviemos uma cópia desse sistema aos nossos amigos que não foram ao evento em questão. Sem dúvida as possibilidades do marketing viral ficam ampliadas.

CONCLUSÃO

Ao usarmos uma rede de localização podemos permitir que o público adote uma postura passiva onde informações dentro do contexto da expectativa do visitante lhes serão fornecidas primeiro, facilitando e melhorando a experiência de uso. Ao usarmos Bluetooth para transmitir os dados garantimos a gratuidade dos serviços, porém continuamos permitindo que "um pouco do ambiente vá junto com os visitantes", que podem continuar acessando os conteúdos existentes, mantendo o "ciclo de geração de interesses" pela festa, museu ou grande exposição.

    

 

 

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