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Ponto eletrônico "transparente" e endomarketingINTRODUÇÃO Nem as Revoluções Trabalhistas, que deram aos colaboradores direito a benefícios tão essenciais como férias, 13o. e o turno de 8 horas por dia, foram suficientes para suprimir o controverso problema do horário de trabalho. "Chegar na hora", de fato, é imprescindível para algumas empresas ou pelo menos para algumas funções do mercado -- caso contrário quem dirigiria os trens do Metrô, quem abriria farmácias e padarias logo pela manhã? Controlar o horário é, sem dúvida, uma necessidade que é tão grande quanto o compromisso da empresa com a qualidade, confiabilidade de seus serviços e, em última instância, número de funcionários -- controle esse que, via de regra, é bem melhor aceito pelas classes mais próximas da base da cadeia hierárquica organizacional das empresas em geral, considerando um organograma piramidal; os indivíduos mais ao topo igualmente respeitam as mesmas regras -- talvez para dar o exemplo, talvez por que eles mesmos as criaram mas, sem sombra de dúvida, por serem poucos e poderosos, os líderes são mais facilmente fiscalizáveis, e o são por toda a coorporação. O desafio é controlar o meio da pirâmide -- geralmente onde estão a grande força criativa e os "gênios" das coorporações. Como adequar o estilo de vida "Carpe Diem", que vem ganhando em popularidade entre profissionais jóvens e instruidos, com as necessidades de comprometimento de horários da empresa? Como gerenciar o paradoxo advindo da necessidade da corporação em que cada um "dê o exemplo" em contra-partida ao sentimento individual "preciso ser livre para criar" ou, ainda, como evitar o negociação "se tenho hora pra chegar tenho que ter hora pra sair"? ABORDAGENS INICIAIS A solução encontrada por algumas empresas para controlar, ou ao menos medir a contribuição em termos de "horas trabalhadas" dada por esses profissionais geniais costuma ser a da "vista grossa", usando controles inacurados como pedir que o gerente preencha uma tabela com as horas trabalhadas de cada membro de sua equipe, responsabilidade que, não raramente, é repassada a cada indivíduo. A vantagem desta abordagem é fazer com que os profissionais se sintam livres ao mesmo tempo em que se afirma: "somos flexíveis mas não abuse muito". Outras empresas, por sua vez, não abrem mão de um controle preciso sobre todos os seus funcionários e instituem crachás, senhas de acesso ou roletas eletrônicas, assumindo que "horas gastas no local de trabalho são horas dedicadas à contribuição para o crescimento da empresa" e considerando que o controle imposto juntamente com suas inerentes ameaças de punição não trarão impactos à motivação de indivíduos, equipes e departamentos em face à mensagem implicitamente declarada todos os dias pela manhã: "não somos flexíveis e se você vacilar tá fora". A SOLUÇÃO DEFINITIVA Para um conjunto cada vez maior de empresas nenhuma das duas soluções abordadas nos paragrafos acima é a desejável. Empresas (ou departamentos) que implantam o sentimento de "família" em seus colaboradores -- e, com isso, colhem os doces frutos da completa motivação e devoção -- tendem a ser flexíveis e não impor controles rígidos. Porém, quanto maior a corporação vai se tornando, mais importante é detectar logo nos primeiros estágios os sintomas de um "familiar que está passando por dificuldades", em outras palavras, um colaborador que já não está tão motivado. Mas será que a solução definitiva é só controlar o ponto? Com certeza mais pode ser feito para se identificar funcionários que precisem de um pouco de "atenção motivacional" antes que comece a haver problemas (relacionados à improdutividade ou ao contágio da desmotivação pela equipe afora). Idealizando um sistema de "monitoramento da motivação", existem algumas métricas que são pertinentes: - Tempo gasto fora da mesa de trabalho - Tempo gasto em reuniões com membros internos e com membros externos - Tempo gasto em confraternizações (no corredor, em outra sala ou na mesa de trabalho de outro colega) - Tempo gasto com idas ao banheiro, cozinha, cafezinho - Horários de chegada, saída, tempo dispendido no almoço e em outras ausências da empresa Se o setor de RH ou até mesmo os gerentes de equipes tivessem essas informações e as utilizassem de forma construtiva haveria uma grande oportunidade para aumentar a motivação da equipe como um todo e tratá-la em seus pontos mais urgentes. Poderia-se: - Estabelecer as métricas aceitáveis para cada um dos parâmetros acima com base nas médias ou medianas dos profissionais enquadrados no espírito da corporação - Identificar os indivíduos que precisam de mais "atenção motivacional", para que estes possam ser assistidos pessoalmente - Remodelar políticas de reuniões ou até mesmo a organização espacial de modo a reduzir disperdícios de tempo - Identificar "princípios de corrosão" na engrenagem produtiva tão logo eles apareçam, de modo a fazer "reparos" com o menor custo possível Mas é possível estabelecer essas métricas de RH de maneira transparente, sem que uma firma de consultoria infiltre um audacioso, amedrontador e caro "fiscal" no ambiente de trabalho, trazendo geralmente conseqüencias não desejáveis? A resposta é sim, com a ajuda da tecnologia, lógico. Com um intervalo de confiança bastante previsível, baseado em dados do mercado, podemos afirmar que todos os profissionais no meio da pirâmide organizacional (os responsáveis pela força produtiva e criativa) de empresas prestadoras de serviços possuem, hoje, um telefone celular. Podemos inclusive ir além e afirmar que: ou cada celular já conta com a tecnologia Bluetooth ou, na próxima troca, o novo modelo irá contar com esta tecnologia. Esses "Monitores Motivacionais" podem, por tanto, ser implantados de maneira transparente e, obviamente, automatizados para extrair essas métricas diariamente, sem interferir no ambiente de trabalho: sem catracas, crachás, senhas, fiscais, fichas... sem qualquer sinal (ou ameaça) de que o monitoramento existe -- e existe por que precisa existir, como dito no início deste artigo. A tecnologia para isso já está disponível. Está, precisamente, no bolso das pessoas -- só é preciso mais um agente tecnológico para transformar o "ponto eletrônico dos sonhos" em realidade, um controlador que se comunique com os dispositivos celulares presentes no ambiente de trabalho e que mantenha um registro dos dados apurados. Já existe no mercado um produto, o chamado Blift Zone. Este sistema é concebido para explorar todos os recursos da tecnologia Bluetooth. Os recursos que aqui nos interessam são: a capacidade de identificar a presença de celulares (que, via de regra, estão sempre com seus donos), a capacidade em se estabelecer a identidade de cada indivíduo e a capacidade de Localização (também chamado de LBS) trazida pela tecnologia. O sistema constantemente monitora o espaço à sua volta e é capaz de fornecer exatamente as métricas de RH descritas acima. CONCLUSÃO É verdade que nem sempre as pessoas levam consigo seus telefones celulares (e assim também o fazem com seus crachás), mas uma ferramenta como a descrita neste artigo tem a intensão de ser "preventiva" e não "punitiva", por tanto essas pequenas anomalias nos dados não comprometem as estatísticas comportamentais extraídas. Além disso, campanhas de endomarketing usando o celular podem fazer com que a implantação do sistema nem seja notada ao mesmo tempo em que trazem valor à empresa -- uma outra tecnologia capaz de viabilizar campanhas internas com estes requisitos é o Portal Móvel, representando o estado da arte em conteúdos interativos e online para dispositivos móveis.
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